Dúvidas tenho-as como dois caminhos.
Mas dois caminhos são belos.
E sempre lembro como é hoje
Porque temos a idade de viver,
E é agora que a vida se revela.
Deixei bilhetes em forma de poemas
Em todo lugar onde estive
Mas como ninguém lia,
Nem por isso fiz dilema.
Escrevo outros com a presente alegria.
E é bom rir como deveriam fazer os anjos.
E olhe: somos mais que fotografias
Porque amar não se faz nelas.
Ser jovem é fazer calar o futuro.
É ver feições com afeições, aparências em transparência.
É preciso ter o presente como indicativo – sem gerúndios
Pois assim (não se será), se é jovem para sempre.